quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

3 coisas sobre sexo que estão na Bíblia

3 coisas sobre sexo que estão na Bíblia

Entenda qual o momento certo de se relacionar sexualmente e seja feliz







Quando se fala de sexo, as pessoas tendem a relacioná-lo com algo pecaminoso. Essa associação é feita há séculos. Mas sexo não tem nada de pecado. É uma ideia Divina, que não foi criada somente para a procriação (como muitos erroneamente pensam), mas também para o prazer do homem e da mulher compromissados um com o outro em uma aliança de casamento.
Quando se trata de sexo, há quem veja a Bíblia como um livro repleto de restrições ao prazer sexual. Mas quem lê com a devida atenção observa que ela contém todo o cuidado do Criador para que seus filhos tenham o prazer de uma relação saudável, sem traumas e com amor.
Vamos a 3 coisas sobre o sexo tratadas na Bíblia que talvez você ainda não entenda:
  1. Sexo é para casados:
“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Genesis 2.24  
 O sexo dentro do casamento foi pensado por Deus porque Ele sabe que o envolvimento de duas pessoas no sexo vai muito além do físico, ele é emocional. Por isso tantos traumas consequentes de relações erradas. Imagine um envolvimento emocional tão profundo com alguém que não tem nenhum compromisso com você? O verdadeiro amor livre não é aquele em que você pode manter relações sexuais com inúmeros parceiros, mas é aquele em que você tem liberdade e intimidade com alguém que está disposto a permanecer contigo por toda a vida. 
  1. Sexo não é pecado:
Deus não instituiu o sexo depois da queda do homem (como muitos teimam em achar, reforçando a associação entre sexo e pecado). Ele foi instituído desde o momento em que o homem e a mulher foram formados.
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos” Genesis 1.27,28
E como você acha que eles seriam fecundos e se multiplicariam? Pelo sexo. Foi a primeira missão que eles receberam do criador. Por isso o sexo dentro do propósito de Deus não deve ser feito com culpa.   
  1. Sexo como fonte de prazer:
 “Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias!” Cantares 7.6
Deus nos dotou com a capacidade dos sentidos, o cheiro, o toque, o sabor, o som e a visão. Tudo isso visando o prazer no sentido pleno. Para o sexo, Ele planejou o mesmo. Quando Ele orienta a se guardar sexualmente para uma aliança de casamento, Ele quer que seus filhos experimentem um prazer sublime. Se o Seu intuito fosse só o da procriação, Ele não dotaria o corpo humano de tantas terminações sensoriais que tornam o ato tão prazeroso.





 A base de uma sociedade feliz é a família, se uma família vai mal, tudo ao seu redor vai mal, e foi pensando nisso que o Pastor Geraldo Vilhena, está realizando  um projeto, voltado para as famílias dos internos, todo ultimo domingo de cada mês, famílias são recebidas, com carinho para uma confraternização, um almoço oferecido pelos voluntários da IURD, neste ultimo domingo, foi muito mais que especial, foi super especial, pois vi de perto que este projeto tem dado muitos frutos,



Pastor Geraldo Vilhena , deu uma palavra de fé para as mães. Disse ele: “’ Muitas vezes o seu filho parece ser uma outra pessoa, ele é um filho amoroso mais tem momentos que ele se transforma . Isso é um mal espiritual , o Governo tem feito  grandes  investimentos , mais isso não resolve , a família tem que usar a fé é uma coisa simples , mais é o que resolve o mais importante é o trabalho espiritual “’


Em seguida as mães acompanharam com atenção os testemunhos de fé de Robson de Freitas





 Robson diz que várias vezes tentou parar de usar as drogas , mais não conseguiu, foi só com ajuda de Deus, conseguiu sair do fundo do abismo,



e Amauri Figueiredo , ambos com envolvimento com drogas e tráfico Amauri conta que havia muitos conflitos , dentro de casa, meu pai não aceitava , minha mãe, conheceu JESUS e tudo mudou, comecei a ver minha mãe como minha amiga. 




Elza fala da libertação de seu filho do uso das drogas.

Nelma foi vítima das drogas e fala do drama de uma enfermidade, que desencadeou pelo uso de 10 anos de uso de drogas.

Laudelino fala para as famílias a importância dos internos da Fundação Casa se batizarem nas águas.

Foi feita também a oração da fé , pelas famílias , pois o problemas maior é espiritual,



A festa ficou completa com um delicioso almoço servido com carinho para todos  com direito a sobremesa, sorvete .


















Foi feita também a distribuição de livros do Bispo Macedo, e caixinhas de promessas com a foto do templo.














Doação de roupas e sapatos para todas as famílias.



Para muitas pessoas, parece sem importância alguma, esse  almoço, mais ver de perto a alegria de cada mãe, não tem preço que pague, uma vida sendo restaurada , é uma sementinha que aos poucos vai dar muitos frutos para o Reino de Deus.

Antes do inicio da cerimônia da Santa Ceia o Pastor Geraldo Vilhena passou uma mensagem aos adolescentes presentes falando sobre o significado do sacrifício de JESUS CRISTO na cruz do calvário.
Explicando que JESUS CRISTO quando foi crucificado DEUS o abandonou naquele momento e se fizesse maldito ali pendurado na cruz, para remissão de todos os nossos pecados.
Como esta escrita na palavra Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e tendo dado graças, o partiu e disse. Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Então antes de participar da Santa Ceia do Senhor Jesus Cristo devemos nos examinar e não participar indignamente para que ela não venha trazer condenação ao invés de benção sobre tua vida.



Logo após a mensagem os voluntários servem a pão e o suco de uva aos adolescentes


Pastor Geraldo Vilhena, serve a Santa Ceia para os voluntários que fazem a obra de Deus dentro da Fundação Casa.
Nesta foto os amigos podem verificar que nem todos os jovens participaram da Santa Ceia por motivo dos mesmos ainda não terem se definido na entrega de sua vida para o Senhor Jesus.

Porem os que entregaram suas vidas ao Senhor Jesus, além de participarem da Santa Ceia receberam o Espírito Santo.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O alto preço de uma amante

O alto preço de uma amante

Ter um caso extraconjugal parece fácil, mas os riscos são grandes. Entenda se ele vale a pena














Novelas, filmes, livros, outdoors. Tudo pede para que você encontre uma mulher fora de casa. As propagandas de cerveja e as músicas do momento garantem que você será mais feliz se tiver uma amante. Mas fazer isso na vida real é mesmo tão fácil e prazeroso quanto na ficção?
É de conhecimento geral que manter um relacionamento extraconjugal não é fácil nem simples. Se ter uma esposa já carece de muito tempo do homem, manter duas relações exige ainda mais. Isso faz que muitos utilizem seu período de trabalho para se encontrar com a amante, o que, com certeza, pode prejudicar sua vida profissional.
Para manter um affair é preciso se esconder de todo mundo, lembrar-se de apagar o histórico do computador e do celular, ter uma conta de e-mail secreta, mentir sobre onde estava e arrumar álibis convincentes, caso a esposa queira conferir as informações, e lembrar das mentiras. Além disso há os custos de pagar restaurantes, motéis e outros gastos. E o que dizer quando o perfume da outra impregna a roupa? O que fazer com o coração que acelera quando o celular toca no meio da noite? E quando a esposa liga e você está “ocupado”?
Essa não é nem a metade da lista. Então, por que a traição existe? Simples: porque o homem é falho. Todos são inclinados ao erro e, em certas circunstâncias, vão errar. Isso não quer dizer, porém, que trair é inevitável. Toda infidelidade nasce com um pensamento, transforma-se no olhar mais desejoso e, possivelmente, no ato em si.
Se você pretende trair, é melhor repensar por que está casado. E, se não pretende, para que pensar e fantasiar, sabendo aonde isso poderá levá-lo? “Quem ama foge do mal e não confia na própria força”, escreveu o escritor e palestrante Renato Cardoso em seu blog. Para ele, não podemos acreditar que saberemos o momento de parar.
O fato é que o homem busca relacionamentos fora do casamento por acreditar que eles podem ser mais divertidos ou emocionantes. O que o infiel não percebe é que ele pode ter dentro de casa o tipo de relacionamento que busca fora, desde que mude as próprias atitudes. Por exemplo, se procura uma pessoa mais carinhosa, precisa ser mais carinhoso.“Para sempre ter uma esposa-amante, você tem que ser um marido-amante. É muito mais simples, barato e, no final, o prazer é maior”, conclui Renato.
Dica tecnológica 
Apple na hora certa
A gigante da tecnologia Apple acaba de apresentar seu novo produto: o Apple Watch. O “relógio inteligente” estará disponível no mercado a partir de janeiro e poderá ser encontrado em dois tamanhos, ambos em formato retangular.
Como diferencial, o Apple Watch traz tela e coroa (pino lateral) sensíveis ao toque e com sensor de pressão, medidor de frequência cardíaca e de movimento e software que aprende seu padrão de atividades para otimizar a usabilidade.
O Apple Watch trabalha sincronizado com iPhone 5 ou 6 e custará em torno de US$349.
Você acha que consegue?
Quantas vezes você já ouviu que “olhar não tira pedaço”? Você realmente acredita que um olhar é inofensivo ou apenas utiliza a frase como desculpa para seguir olhando? Para continuar enganando a si mesmo ao dizer que não faz mal dar uma olhadinha na atriz sensual, no site pornográfico, na vizinha? Jesus mesmo alerta que “quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração”
Então, a Folha Universal apresenta a você o desafio IntelliMen que Renato Cardoso propôs em seu blog: Você consegue fazer um pacto com seus olhos e não cobiçar outra mulher?
Ao perceber que está olhando uma mulher, desvie os olhos. Delete todo o material pornográfico ou “sensual” que você tem no celular ou no computador e não veja filmes ou novelas impróprios. Parece fácil? Então, tente. O desafio de número 16 está lançado. 






Milhares de Bíblias são ofertadas pelos membros da UNIVERSAL  para os jovens internos da Fundação CASA de São Paulo.



Milhares de Bíblias são ofertadas pelos membros da UNIVERSAL  para os jovens internos da Fundação CASA de São Paulo.


0s obreiros(as) e membros da UNIVERSAL,reconhecendo que os maiores problemas dos jovens internos da Fundação Casa (antiga FEBEM) é espiritual fizeram doações de milhares de Bíblias para todos os internos e famílias da Fundação Casa de São Paulo. O objetivo principal é proporcionar meios para que o adolescente receba formação espiritual necessária para que haja mudanças em seu comportamento, acarretando assim, uma transformação em suas vidas e bom exercício da cidadania .































"Procuramos conscientizar os jovens e famílias que a verdadeira direção para nossa vida vem da Palavra de Deus quando guardamos no nosso coração e usamos com toda a nossa fé inteligente disse Pastor Geraldo Vilhena Coordenador Geral de Evangelização em Unidades da Fundação Casa de São Paulo. Agradecemos a todos os obreiros e membros pela atitude de fé de doar estas milhares de Bíblias.



"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos".
Salmos 119,10


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Morreu a modelo Andressa Urach

Morreu a modelo Andressa Urach

Nesse dia 1 de fevereiro surgiu uma nova Andressa Urach, é o que Andressa garante após se batizar em uma Igreja Universal em Porto Alegre. "Me sinto purificada, aquela Andressa morreu e glorificarei o nome de Deus e do Senhor Jesus Cristo aos quatro cantos do mundo, o quanto ele é vivo, é maravilhoso!" contou emocionada.

Mesmo após sofrer outra complicação em sua perna por conta do hidrogel no sábado a noite(31), ela não deixou de cumprir o seu compromisso com Deus. Ela contou em seu Instagram que não pode ser batizada por imersão no batistério da igreja, e teve que ser batizada por aspersão(veja o vídeo), por estar com um dreno em cada perna, e segundo ela isso tudo é uma provação, e que está com muita fé, acrescentando que não existe cruz maior que não possamos carregar. Ela afirmou que se batizará por imersão assim que sua perna estiver curada.




A importância da Folha UNIVERSAL na Fundação CASA.


Esta dinâmica é feita nas Unidades da Fundação Casa de São Paulo, com a orientação dos técnicos da Fundação Casa e Obreiros da UNIVERSAL.
Pastor Geraldo Vilhena (Coordenador de evangelização em Unidades da Fundação Casa de São Paulo)






UNIVERSAL NA FUNDAÇÃO CASA PERGUNTA:Qual a importância da Folha Universal nesta dinâmica?
Pastor Geraldo Vilhena responde: A Folha Universal é rica em diversas informações que edifica os jovens internos e famílias na parte espiritual e social.
UNIVERSAL NA FUNDAÇÃO CASA PERGUNTA: Por que edifica na área espiritual?
Pastor Geraldo Vilhena responde: Por que os jovens tem informações de varias mensagens dos Bispos e pastores e também aos testemunhos de transformação de vida.
UNIVERSAL NA FUNDAÇÃO CASA PERGUNTA: Com esta dinâmica senhor tem observado mudanças ?
Pastor Geraldo Vilhena responde: Sim                                                                depois da implantação deste projeto os jovens internos tiveram mais interesse pela leitura.  Tendo como conseqüência um grande crescimento espiritual e educacional  na vida dos jovens na Fundação Casa.
É usado como fonte a FOLHA UNIVERSAL.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Os homens sabem identificar as emoções femininas?

 Os homens sabem identificar as emoções femininas?

Saiba quais as implicações para o relacionamento do casalMuitas mulheres reclamam da falta de sensibilidade masculina na hora de compreendê-las. E o que muitas delas já sabiam, na prática, foi confirmado pela ciência. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, os homens não sabem identificar emoções ou o que se passa na cabeça feminina apenas olhando para o rosto e demonstram mais dificuldade na tarefa em comparação com as mulheres.

A conclusão foi baseada na análise de fotos de rostos por voluntários de ambos os sexos e pelas impressões que cada um tinha sobre as imagens. Os cérebros dos participantes foram escaneados e o tempo de resposta foi medido. Os voluntários precisaram responder primeiro se a foto era de um homem ou de uma mulher e depois dizer o quanto inteligente a pessoa parecia. Depois, precisaram fazer julgamentos sobre a personalidade de cada um.
Na primeira etapa não houve diferenças significativas entre as respostas masculinas e femininas, mas quando chegou a hora de formularem suas impressões os homens demonstraram muitas dificuldades. Os testes revelaram que a região do cérebro responsável pelos julgamentos sobre as emoções ficaram muito mais irrigadas nos voluntários masculinos, o que aponta que eles precisam se esforçar mais para chegar a alguma conclusão.
Qual a implicação para o relacionamento do casal?
Fica claro que, no dia a dia de um casal, muitas mulheres acabam esperando que seus parceiros tenham a compreensão do que se passa com elas apenas olhando. Há situações em que muitas delas se decepcionam com seus companheiros, em virtude de algum erro cometido por eles, mas, ainda assim, os perdoam. Porém, demoram a esquecer o que ocorreu e costumam trazer à tona o assunto quando há alguma crise, mesmo que pequena. 
Em seu blog, o bispo Renato Cardoso, explica que é preciso compreender que homens e mulheres são diferentes para agir e reagir em diversas situações. “Os cérebros feminino e masculino são bem distintos e, por isso, homens e mulheres se comunicam de maneiras diferentes e cada um tem suas peculiaridades”, afirma.
Segundo ele, o homem é mais prático. “Costuma pensar de forma linear e separar bem as coisas. Consegue isolar o erro cometido de todo o resto, pedir perdão e olhar para frente, dando o caso por resolvido.”
O bispo destaca que o homem precisa entender que a mulher é emotiva e mais lenta para esquecer e superar o passado. “O homem deve trabalhar de forma que as atitudes presentes dele não façam a esposa lembrar-se do que passou. Em vez de ficar irritado com a mulher, precisa dar o tempo necessário para que ela possa recuperar-se.”
A compensação do lado feminino é entender que a emoção é a forma errada para resolver problemas. “É péssima para a comunicação. A ferramenta certa é usar a razão, a inteligência para se expressar com clareza e com o objetivo certo”, esclarece o bispo.


























































Filhos das internas da Fundação Casa.

Por Andrea Dip andrea.dip@folhauniversal.com.br
Uma porta pesada de ferro se abre. Um guarda, um detector de metais e uma cabine blindada aparecem. Mais alguns passos, e o barulho da porta se fechando identifica que daquele lugar não entra e sai quem quer. Um caminho de concreto, mais algumas portas, mais um ou dois guardas, mais um portão fechado. Através das grades é possível ouvir bebês e vozes de adolescentes. Lá, o clima tenso desaparece e, às vezes, dá para esquecer que se está em uma Unidade Feminina de Internação Provisória (UIP) da Fundação Casa, ex-Febem. Em poucos metros quadrados funciona a Casa das Mães, que separa adolescentes grávidas e com bebês das outras internas. Ao todo, a unidade abriga 118 meninas de 12 a 20 anos incompletos, e o tempo médio de internação é de 1 ano e meio. No momento da visita, algumas meninas pintavam quadros, outras faziam pães e doces em uma grande cozinha. K., de 16 anos, era uma delas. De avental branco e sorriso largo, ela conta que “rodou” (foi pega), junto com o marido, de 48 anos, por tráfico de drogas e está na UIP há 9 meses. “O juiz disse que ele me usou. Mas eu acho que ninguém usa ninguém, vai por esse caminho quem quer”, diz a jovem, que entrou grávida de 4 meses e teve a filha num hospital conveniado à Fundação. “Eu entrei dizendo: ‘vou traficar, a vida do crime é isso mesmo’. Agora, penso na minha filha, em como vai ser.” Até março de 2006, as meninas que entravam grávidas na Fundação Casa eram levadas a um abrigo assim que os bebês nasciam e lá ficavam com os filhos por 4 meses. Após esse período, as mães voltavam para a internação e os filhos iam para a família da menina ou para um orfanato. Grande parte das meninas fugia e nem voltava para a Febem. A Casa das Mães, com 12 vagas, não supre a demanda de todo o Estado, mas é a única em São Paulo e possibilitou que os bebês fiquem com as mães até o final da medida sócio-educativa. “Aqui é feito o pré-natal, há acompanhamento psicológico. Os bebês são tratados no posto de saúde da região, tomam as vacinas e não lhes faltam alimentos, roupas e estrutura”, conta Maria Isabel Melo, diretora do Internato Feminino, que fica no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista. As roupas e brinquedos chegam através de doações e, por vezes, são trazidos por familiares das meninas. Ali, os bebês ficam 24 horas ao lado das mães. O quarto grande é coletivo, com berços ao lado das camas. As meninas lavam a própria roupa e a dos filhos, ajudam na comida, na limpeza e têm oficinas de panificação, manicure e, a mais procurada, de bordado. Maria Isabel explica que as adolescentes que chegam grávidas têm geralmente o mesmo histórico: “O tráfico é o motivo mais comum. Geralmente, é por amor. Elas se envolvem na vida dos companheiros e quando elas vêm para cá, eles são presos. A maioria já tem filhos de outros relacionamentos”, diz. Essa é a história de J., 17 anos. Há poucos dias na unidade, está grávida de 38 semanas e conta que deixou uma filha de 3 anos com a mãe. Esse é seu maior sofrimento. “Minha mãe cuida bem, mas disse que não vem me visitar nem trazer minha filha, porque preciso pagar pelo que fiz. Entrei para o tráfico porque era o caminho mais rápido para comprar as coisas que eu queria. Mas nem de perto é o caminho mais fácil”, diz, amadurecida pela realidade. E para o futuro? J. faz uma pausa de silêncio enquanto mexe na longa trança de cabelos negros: “Quero conhecer pessoas que me ajudem não com dinheiro, mas com um ombro. Quero cuidar da minha família, dos meus filhos”. E o pai? “O pai da minha filha é do crime. E o pai do meu filho está preso”. Para o psicólogo Rubens Maciel, as meninas que vão para a Fundação Casa têm a família desestruturada ou vivem em situação de miséria. “Elas saem de casa porque o convívio com os pais e irmãos é degradante, violento. E, não encontrando segurança em casa, vão procurar esse carinho em um namorado que também vem de uma situação semelhante”, explica. Por esse quadro caótico, Maciel acredita que a situação dos bebês que nascem atrás das grades é relativa. “Se você comparar com a rua, eles estão em uma situação melhor, porque nada falta, estão num ambiente seguro. Mas, se comparada à situação de uma família estruturada, eles estão em uma condição pior, porque estão privados de liberdade por um delito cometido pela mãe”. É o caso da bebê de G. (de 18 anos), interna há 1 ano e 4 meses. “Ela está engatinhando e quer ir para fora, vai até o portão e quer sair”, conta. O caso dela é o mais grave entre as oito meninas que ocupam a Casa das Mães. Após alguma resistência, conta que cometeu latrocínio, roubo seguido de morte. Ela também estava com o marido no momento do crime e ainda tem 3 ou 4 meses como interna para cumprir. Quando sair, pretende ir morar com a sogra no interior e aceitar qualquer trabalho. “Não posso ficar escolhendo, né?”, diz a adolescente. Sobre sonhos e o futuro, elas não falam. Dão respostas vagas. O fato é que as meninas estão entrando para o crime cada vez mais cedo. Em 2000, a idade média das internas era de 18 anos. Hoje, as meninas “rodam” com pouco mais de 15. E descobrem, nas palavras de J., que esse caminho é “rápido, mas nunca fácil”. Berçários e creches nas prisões O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no fim do mês passado, uma lei que garante condições mínimas de assistência a mães presas e recém-nascidos. O texto determina que as penitenciárias femininas tenham berçários onde as mães possam cuidar e amamentar os filhos até, no mínimo, 6 meses depois do nascimento. A lei assegura ainda que haja acompanhamento médico pré-natal e pós-parto. Até então, as detentas ficavam com os bebês até os 4 meses de vida e depois davam para a família ou para abrigos, dependendo da situação. As prisões deverão também ter creches com profissionais qualificados para abrigar crianças de 6 meses a 7 anos, cuja mãe esteja presa e seja a única responsável. A autora do projeto, deputada Fátima Pelaes (PMDB/AP) ressaltou à imprensa que a lei é uma “obrigatoriedade de que realmente os presídios femininos disponham de um atendimento à mãe e à criança”. Fátima, que nasceu em um presídio e viveu nele até os 2 anos de idade, afirmou também que: “Toda mulher tem direito de ser mãe e toda criança tem direito à convivência com essa mãe, ao carinho e ao afeto. Isso faz diferença na vida dos dois.”